Exclusão e miséria


A situação de exclusão social e miséria que vive a população árabe fica evidenciada nos recentes acontecimentos de amplas mobilizações sociais, com o povo nas ruas exigindo o fim de governos ditatoriais, corruptos e aliados das potências imperialistas ocidentais. Os habitantes do Norte da África (Magreb) e Oriente Médio têm em comum as péssimas condições de vida e a atuação predatória das grandes multinacionais petrolíferas ocidentais.
[Caroline Santos, Sintese.org.br, 17-02-2011]
Memórias de uma época - I

20100324

A pandemia do medo e a vacina mortal

O Brasil se prepara para vacinar mais de 90 milhões de brasileiros nas próximas semanas, embora a população ainda tenha dúvidas e questionamentos sobre os efeitos adversos da vacina anti-gripe A-H1N1.


Os perigos da vacinação em massa e forçada contra a gripe “suina” A-H1N1 – uma imposição paternalista irracional fundada no medo e na apreensão – tem provocado centenas de emails, manifestações públicas, cartas-abertas às autoridades de Saúde e atos públicos, por parte de cidadãos e médicos, veementemente contrários ou desconfiados da medida, em vários países. Foram registrados problemas colaterais e efeitos adversos em muitas pessoas vacinadas na Austrália, Bolívia, Canadá, Chile, Espanha, Estados Unidos, México (onde a presumida pandemia começou), Holanda, Irlanda, Israel, Nova Zelândia, Reino Unido e Ucrânia, entre outros.

A idéia central dos protestos mundiais espontâneos contra a vacina antigripal A-H1N1, presentes em várias redes sociais e sites exclusivamente dedicados, é pela suspensão urgente da campanha de vacinação, até que todos os dados relacionados aos diversos problemas de segurança, falta de provas conclusivas clínicas, toxidade, efeitos secundários e mortes pela vacina sejam analisados e esclarecidos.

Uma carta-aberta de cidadãos chilenos ao novo presidente do Chile Sebastián Piñera apresenta algumas considerações merecedoras de atenção. A principal delas refere-se à existência de três recursos que tornam a vacina contra a gripe A-H1N1 diferente a cada ano:
1) A maioria dos laboratórios desenharam a vacina de maneira que uma só injeção não seja suficiente, necessitando-se de mais uma dose. A OMS recomenda também que se aplique tamém a vacina contra a gripe comum sazonal. Quem segue estas recomendações da OMS expõe-se a ser injetado três vezes. Isto é uma novidade que, teoricamente, multiplica por três os possíveis efeitos secundários, sem que nada se saiba deles, pois nunca antes algo assim acontecera.

2) Alguns dos laboratórios fabricantes decidiram adicionar à vacina coadjuvantes mais potentes que os utilizados até agora na vacina da gripe comum para estimular o sistema imunitário. O produto do laboratório GlaxoSmith-Kline, por exemplo, contém um coadjuvante chamado de AS03 – uma combinação de esqualeno (C30H50) e polissorbato – que multiplica por dez a resposta imunitária. O problema é que nada pode assegurar que este estímulo artificial do sistema imunitário não provoque enfermidades auto-imunes graves depois de um tempo (como a paralisia ascendebnte de Guillain-Barré e uma enorme lista de outros agravos).

3) A terceira novidade que distingue a vacina comum de gripe sazonal da nova vacina anti-influenza A, é que as companhias farmacêuticas que a fabricam estão exigindo aos países que firmem acordos que lhes proporcionem impunidade em caso das vacinas terem mais efeitos secundários do que os previstos. Nos Estados Unidos já existe um acordo que libera tanto os políticos com as companhias de toda a responsabilidade pelos possíveis efeitos secundários da vacina.
Outro fato que se destaca é o da jornalista austríaca Jane Bürgermeister, que tem alertado o mundo, recentemente, sobre o maior crime da história da Humanidade que está em andamento, ao apresentar acusações criminais contra a OMS e vários altos funcionários de governos e corporações, denunciando bioterrorismo e tentativa de extermínio em massa.

O Brasil começou a vacinar mais de 90 milhões de brasileiros, embora a população ainda tenha dúvidas e questionamentos sobre os efeitos adversos da vacina. Neste momento torna-se necessário (e ainda dá tempo) o empenho de especialistas e também das pessoas no esclarecimento dos reais riscos do vírus Influenza A-H1N1 e as possíveis complicações referentes a vacinação em massa.

E no Brasil, há mais de 30 anos, há uma norma oficial que permite ao Governo forçar a vacinação na população, caso "ache necessário". Trata-se do decreto 78.231, de 12 de Agosto de 1976, que “regulamenta a Lei n. 6.259, de 30 de outubro de 1975, que dispõe sobre a organização das ações de Vigilância Epidemiológica, sobre o Programa Nacional de Imunizações, estabelece normas relativas à notificação compulsória de doenças e dá outras providências” determinando:
Artigo 13: Parágrafo único. Consideram-se de notificação compulsória:

I - As doenças que podem implicar medidas de isolamento ou quarentena, de acordo com o Regulamento Sanitário Internacional;

Art 27. Serão obrigatórias, em todo o território nacional, as vacinações como tal definidas pelo Ministério da Saúde, contra as doenças controláveis por essa técnica de prevenção, consideradas relevantes no quadro nosológico nacional.

Parágrafo único. Para efeito do disposto neste artigo o Ministério Saúde elaborará relações dos tipos de vacina cuja aplicação será obrigatória em todo o território nacional e em determinadas regiões do País, de acordo com comportamento epidemiológico das doenças.

Art 28. As Secretarias de Saúde dos Estados, do Distrito Federal, e dos Territórios poderão tornar obrigatório o uso de outros tipos de vacina para a população de suas áreas geográficas desde que:

I - Obedeçam ao disposto neste Decreto e nas demais normas complementares baixadas para sua execução pelo Ministério da Saúde;

II - O Ministério da Saúde aprove previamente, a conveniência da medida;

III - Reúnam condições operacionais para a execução das ações.

Ao permitir que qualquer agência estrangeira ou nacional force uma vacinação em massa, quando existem alternativas viáveis, não está servindo os melhores interesses da segurança nacional, da educação em saúde, da assistência social, da seguridade e da paz mundial.

Sob a lei da necessidade, as pessoas têm o poder de agir para preservar suas vidas, mesmo que seja contrário à política governamental, especialmente aquela que colocar sua vida em risco (Ver ainda Constituição Federal, art. 5°, Inciso X)

Nos meios médicos e de enfermagem, as dúvidas sobre os efeitos adversos da vacina antigripal A-H1N1 são cada vez mais frequentes. Se alguém da sua família, do seu círculo de amizades ou Vc. mesmo(a) tomou a primeira dose, evite a segunda, e se já tomou a segunda, fique atento aos sinais e sintomas estranhos ou diferentes. Proteja sua vida! Observe os sintomas pós-vacinação. Veja estes dois vídeos sobre o assunto.

Leia outras matérias, textos, artigos e sites protestando e alertando sobre os riscos da vacinação em massa, pesquisados pel’A Página, e pondere bem antes de qualquer decisão. Pense nos familiares, nos amigos, nos amores...

▪▪► Não manche suas mãos de sangue
▪▪► Folleto de información Vacuna A-H1N1 (para médicos)
▪▪► Dile NO a la maldita vacunación
▪▪► Razones sencillas para no vacunarse de la Gripe A

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20100304

Dias mais curtos, climas mais acentuados

Abalos no Chile alteraram a rotação do planeta e a duração dos dias

Salvador Dali

Os intensos abalos que atingiram o Chile, em 27 de fevereiro, produziram um terremoto de magnitude 8,8 richters, causaram mais de 850 mortes, parece ter inclinado o eixo da Terra em cerca de oito centímetros (2,7 microssegundos) e encurtado a duração dos dias em 1,26 microssegundos – um microssegundo é a milionésima parte de um segundo; um segundo, no caso, é uma ‘fatia’ de uma circunferência.

O pesquisador Richard Gross e colaboradores do Laboratório de Propulsão da Agência Espacial Americana (Nasa, sigla em inglês), em artigo na revista Business Week, explicaram que a mudança no eixo da Terra refere-se ao eixo imaginário em torno do qual se equilibra a massa do planeta e não ao eixo Norte-Sul, de polo a polo.

A mudança ocorre, segundo a Nasa, porque um terremoto desta magnitude é capaz de fazer com que a Terra gire mais rapidamente, uma vez que parte da massa do planeta aproxima-se do eixo do globo. Eles comparam a situação a um patinador que, quando gira sobre seus patins, numa pista de gelo, consegue aumentar sua velocidade quando cola os braços ao próprio corpo. Um terremoto poderia também desacelerar a rotação da Terra e tornar o dia mais longo caso a massa se distancie do eixo da Terra. Os cientistas disseram que a mudança é permanente, mas "muito, muito pequena".

Efeitos semelhantes ocorreram em 2004, quando um poderoso terremoto de 9,1 richters atingiu o sudeste da Ásia (epicentro na ilha indonésia de Sumatra) e parte da África, provocando alterações no eixo do planeta em sete centímetros (2,3 milisegundos) e reduzindo a duração dos dias em 6,8 microssegundos. Este sismo provocou um deslocamento de até 20 metros da crosta terrestre em certas áreas do Índico, fazendo com que ilhas inteiras ‘andassem’ no sentido sudeste de uma só vez.

Para dar uma idéia do quão colossal foi esse avanço em relação ao processo extremamente lento da movimentação das placas tectônicas, Paul Tapponier, diretor do laboratório de análises tectônicas do Instituto de Física do Globo, da França, informou, na época, que os continentes –que estão assentados sobre placas que flutuam no manto terrestre, como se boiassem em um líquido – se afastam ou se aproximam à razão de poucos centímetros por ano.

Gross e cols. (2010) compararam os resultados daquele terremoto da Sumatra com o ocorrido no Chile, explicando que apesar deste último ter sido menor do que aquele, provocou mais alteração no eixo terrestre por ter ocorrido mais longe da linha do equador, e porque a falha geológica na qual aconteceu o terremoto chileno foi mais profunda e ocorreu em um ângulo ligeiramente mais acentuado do que a responsável pelo terremoto de Sumatra. Isso fez com que a falha no Chile fosse mais eficaz para deslocar verticalmente a massa da Terra e, portanto, mais eficaz na sua mudança de eixo.

Com esses dois resultados acumulados, portanto, deduz-se que nos últimos cinco anos a duração dos dias foi encurtada em 8,06 microssegundos (Chile 1,26 + Sumatra 6,8) e o eixo da Terra ficou mais inclinado 5,0 microssegundos (Chile 2,7 + Sumatra 2,3) – o que, naturalemente, contribuirá para alterar o clima e a vida no planeta, acentuando o que já vem ocorrendo nos últmos anos.


A inclinação do eixo da Terra atualmente é de 23,45°. Ela também varia. Num período de 41.000 anos o ângulo que o eixo da Terra faz com respeito ao plano de revolução muda de 21,80° para 24,36°. Uma inclinação menor da Terra significa menor diferença da temperatura das estações do ano; maior inclinação significa maior diferença, ou seja, inverno mais frio e verão mais quente. Esta inclinação, há milhões de anos atrás chegou a 54°.

A Terra, além de estar inclinada de 23,45°, gira como se fosse um pião, mudando lentamente o ponto no espaço para onde aponta seu eixo. Esse lento movimento recebe o nome de precessão e sua duração é de 26.000 anos. O efeito deste movimento na Terra é muito lento mas o resultado final é que dentro de 13.000 anos o verão no Brasil ocorrerá em junho e o inverno em dezembro. O eixo da Terra estará apontando para a estrela Vega e não mais para a Polaris.





Saiba mais sobre os movimentos que a Terra está sujeita em Nossos oito movimentos pelo cosmos

Entenda como se calcula o tempo na Terra em Equação do Tempo

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20100210

Brasil tem alta imunidade contra a gripe

A gripe parece propagar-se de modo mais lento no Brasil

Verificar e comparar a incidência e gravidade da gripe no Brasil foram alguns dos objetivos do estudo realizado por Gerardo Chowell e Wladimir Alonso (2010), da Universidade do Estado do Arizona (EUA), envolvendo dados e informações fornecidos pelo Ministério da Saúde do Brasil e por outros institutos nacionais de saúde americanos, entre 1996 e 2006.

A análise decenal revelou que a doença parece se propagar de modo mais lento no Brasil do que em outros países, graças a um nível relativamente alto de imunidade entre a população. Esta é a boa notícia. A má é que, por isso, a diversidade genética dos vírus no Brasil é alta, com potencial de produzir e exportar novas variantes para países menos imunes.

Comparando a curva formada pelo aumento de casos, ao longo do tempo, os pesquisadores calcularam que, no país, em média, cada pessoa infectada contamina outra 1,03 pessoa – índice inferior ao 1,08 pessoa registrado nos EUA (e na Europa). Alonso explica:
Pode ser que a qualidade dos dados varie de regiões mais pobres para mais ricas, mas achamos que a variação não é significativa, porque os médicos reconhecem com facilidade uma morte por infecção respiratória (...) Nós também vimos que, ao contrário do que se vê no hemisfério Norte, não há uma estação de gripe muito bem marcada. A situação lembra mais um cenário no qual os vírus estão circulando o tempo todo. E isso explicaria o desenvolvimento de uma imunidade mais elevada a eles.
Os dados indicam que a população brasileira funciona como um grande reservatório de muitas variantes relativamente benignas de vírus da gripe, e, por isso, embora cepas surgidas no Brasil tendam a ser menos agressivas, é bem possível que o reservatório brasileiro de vírus acabe exportando novas variedades da gripe comum para outros locais do planeta. A nota de cautela vem de Chowell:
Acho que a grande mensagem desse resultado é a necessidade de melhorar os sistemas de vigilância que acompanham as variantes da gripe, em especial, em países tropicais como o Brasil, sobre os quais ainda há poucos dados.

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20100118

Haiti devastado


Hoje faz seis dias que um forte terremoto de 7,0 graus na escala Richter jogou p’ra cima um dos países mais empobrecidos do mundo (o mais das Américas), resultando em dados e números assustadores. Agências de notícias opinam que a destruição de Porto Príncipe (capital) foi maior que Hiroshima (destruída pela bomba atômica), inclusive em número de mortos, estimados em mais de 100 mil pessoas. Segundo a agência européia EFE, o governo local confirmou que, pelo menos 72 mil corpos já foram enterrados.


São tantas imagens chocantes e tristes, desesperadoras, que levam os mais céticos a ensaiar uma prece ao Céu. A miséria já corrói o Haiti, espoliado por tudo quanto é tipo de exploração e desrespeito aos direitos humanos, e pelas forças da natureza, que vira-e-mexe atacam naquela região caribenha.

Analisando as imagens diárias de Porto Príncipe, enviadas por amigos, a gente percebe que a destruição foi de ponta a ponta, apesar dos noticiários focalizarem mais Porto Príncipe, com seus mais de dois milhões de habitantes cercados de escombros e lixo por todo lado.


Essas imagens são muito fortes e sensibilizam o mundo: pessoas famintas, sedentas, doentes, feridas, sangrando, inválidas, alucinadas, o caos - se alguém quer saber o que é caos. Água potável, muito cara, é só para poucos que ainda têm alguma coisa para trocar (porque dinheiro quase não há). “Quem não pode pagar para tê-la, lava alimentos, o corpo, a roupa... no esgoto mesmo, que corre a céu aberto”, contava triste a Bruninha, quatro meses atrás, dizendo que a capital do Haiti era uma grande favela pobre. Imagine hoje então...

Distribuição de alimento - crianças não tem vez

O desespero e a violência aumentam nas ruas. Em Peguyville (bairro central da capital), milhares de refugiados só dispõem da água de um caminhão pipa. Em outras partes da cidade devastada, cenas comuns de grupos que roubam todo tipo de mercadorias em comércios fechados ou armazéns.

Centenas de jovens, muitos armados com barras de ferro ou madeira e alguns com facas, ocuparam hoje uma importante avenida e forçaram a entrada de vários armazéns, nenhum deles de produtos comestíveis, em uma das principais vias do centro. Muitos deles protagonizaram confrontos aos socos e empurrões em plena rua pela repartição do material, sob o olhar de vários fotógrafos da imprensa internacional. Saques que ficam totalmente impunes, pois os militares da ONU, que percorrem as ruas da capital, passam por essa gente sem intervir, enquanto a Polícia haitiana dispara para o alto, sem poder contê-los.

Muita ajuda internacional em dinheiro, alimentos, remédios, roupas e água chegam a toda hora, no aeroporto, mas esses recursos quase nunca alcançam destino certo, devido a ação de grupos políticos corruptos, que desviam os produtos.

Os Estados Unidos  (sábado último 16) desembarcaram 130 mil porções de comida e 70 mil garrafas de água potável destinadas aos desabrigados e “milhares de soldados armados como para uma guerra”, segundo critica do presidente venezuelano, Hugo Chávez.

Observadores internacionais acreditam que uma campanha silenciosa foi posta em marcha para anexar a região ao território norte americano, plano que une os ex-presidentes Bill Clinton (democrata) e George W. Bush (republicano), que transformaram Porto Príncipe num grande palanque. A história deveria ter outro desfecho, mas ainda não se vislumbra o futuro próximo.


Barraco de favela haitiana, antes do terremoto

Leia mais sobre o terremoto no Caribe, em matérias d’A Página Com a força de um coração cósmico e em É possível prever terremotos

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20100104

A torre mais alta do mundo

Inaugurado o mais alto edifício do mundo, o Burj Khalif (Dubai, Emirados Árabes), com mais de 820 m de altura

Tem algumas construções que engrandecem o espírito humano pois são construídas com coragem, ousadia e muita organização. A engenhosidade humana não tem limites. Foi inaugurado hoje pela Emaar Properties, em Dubai, o edifício mais alto do mundo: a Torre Burj Khalif (ex-Burj Dubai), com mais de 828 m de altura ((2.716 pés) e 162 andares, superando a Taipé 101 (Taipé, Taiwan), campeã desde 2004, com 508 m (ao lado).


A nova Torre, desenhada pelo arquiteto Adrian Smith (EUA), custou 4,1 bilhões de dólares e não será superada tão cedo, pois os arranha-céus, atualmente em construção (e com data marcada para inauguração), não passam de 610 m (Tokyo Sky Tree, Japão, 2012). Este ano serão inauguradas mais três torres: Chicago Spire (Chicago, EUA, 609 m), Abraj Al Bait (Meca, Arábia Saudita, 600 m) e International Commerce Center Hong Kong (484 m).

A Torre Burj Khalif possui alguns itens curiosos como o posto de observação a 442 m de altura (o mais alto do mundo, andar 124); a maior mesquita do mundo (no andar 158 ); 57 elevadores; número de janelas suficientes para envidraçar 20 estádios de futebol; gasto de energia elétrica equivalente a 500 mil lâmpadas de 100 watts ao mesmo tempo; peso equivalente a 100 mil elefantes; e consumo diário de um milhão de litros de água. A antena da Torre pode ser vista a 100 km de distância e sua fundação foi a 50 metros de profundidade. Visto de cima o Burj Khalif forma uma rosa.

Eis a lista dos 10 edifícios mais altos do mundo (com localização e ano de inauguração):
■ 818 m - Torre Burj Dubai (Dubai, Emirados Árabes Unidos, 2010)
■ 508 m - Taipei 101 - Taipé - (Taiwan, 2004)
■ 492 m - Shangai World Financial Center - Xangai (China, 2008)
■ 442 m - Willis (Sears) Tower - Chicago (Estados Unidos, 1974)
■ 410 m - Petronas Twin Towers - Kuala Lumpur (Malásia, 1998)
■ 407 m - Two International Finance Center en Hong Kong (2003)
■ 381 m - Empire State Building - Nova York (Estados Unidos, 1931)
■ 374 m - Central Plaza - Hong Kong (1992)
■ 369 m - Bank of China - Hong Kong (1989)
■ 366 m - Torre Jan Mao - Xangai (China, 1998)
Estas são as cinco maiores torres em construção (com localização e data provavel de inauguração)
■ 610 m - Tokyo Sky Tree (Nova Torre de Tóquio) - Tóquio (Japão 2012)
■ 609 m - Chicago Spire - Chicago (Estados Unidos, 2010)
■ 600 m - Abraj Al Bait - Meca (Arábia Saudita, 2010)
■ 541 m - One World Trade Center (Freedom Tower New York) (Estados Unidos, 2014)
■ 484 m - International Commerce Center Hong Kong (2010).

Um pouco de história (e lendas)

Existem muitas lendas e tradições sobre altas torres entre diferentes povos. A torre que mais se aproxima (em altura) da Burj Khalif é a lendária Torre de Babel, que pode ser simbolicamente considerada uma precursora do histórico desejo do homem de construir arranha-ceus.

A torre histórica encomendada por Nabucodonosor (Babilônia), em 560 a.C., teria a forma de um zigurate de oito níveis, e deveria alcançar cerca de 2.089 metros de altura e 100 de largura, mas esse feito não se concretizou.

A Torre de Babel Bíblica, por seu turno, que teria sido construída cerca 2.000 anos antes, teria 5.433 cúbitos e 2 palmos (2.484 m de altura) – segundo o Livro dos Jubileus – ou 463 cúbitos (212 metros de altura) – segundo o Terceiro Apocalipse de Baruch, este mais plausível, considerando-se as capacidades técnicas dos construtores primevos, que erigiram a Grande Pírâmide de Khufu (Gizé, Egito) com 146 m, altura esta só superada pela torre de Catedral de Lincoln (Inglaterra) com 159,7 m – que existiu entre 1311 e 1549 (quando foi reduzida para 83 m) - e pela Torre Eiffel (Paris, França), em 1889, com 324 metros, no Centenário da Revolução Francesa.

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