Exclusão e miséria


A situação de exclusão social e miséria que vive a população árabe fica evidenciada nos recentes acontecimentos de amplas mobilizações sociais, com o povo nas ruas exigindo o fim de governos ditatoriais, corruptos e aliados das potências imperialistas ocidentais. Os habitantes do Norte da África (Magreb) e Oriente Médio têm em comum as péssimas condições de vida e a atuação predatória das grandes multinacionais petrolíferas ocidentais.
[Caroline Santos, Sintese.org.br, 17-02-2011]
Memórias de uma época - I

12 de abr de 2010

Quem tem bomba atômica no mundo

Os maiores construtores de ogivas nucleares do mundo (Rússia e Estados Unidos) agora querem dificultar o enriquecimento de urânio a mais de 20% e o uso bélico da energia atômica

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama é anfitrião de uma histórica cúpula de segurança nuclear, composta de líderes de mais de 50 países e organizações internacionais, que pretende impedir os materiais radioativos de caírem nas mãos de terroristas. Em segundo plano, o encontro debaterá sanções contra o Irã.


Para alguns analistas, armamento nuclear evita conflitos pelo poder de dissuasão; mas para outros (como o presidente estadunidense Obama) a temeridade é que um futuro ataque nuclear seja lançado por terroristas muculmanos.

De fato, essa desconfiança é um forte argumento – até mesmo um paradigma da guerra contra o terrorismo – apesar da realidade atômica deixar mais preocupação pelo elevado número de ogivas em países de índole imperialista como a Rússia (5.192 ogivas), Estados Unidos (4.075) e outros como a França (300), Israel (200), China (176), Índia (75), Paquistão (15) e Coréia do Norte (2).

O objetivo de Obama é que todos os países com capacidade ou equipamento nuclear se comprometam a detectar e colocar suas reservas de material sob o controle da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), em um prazo de quatro anos. Também propõe a criação de um banco internacional de combustível nuclear para a reciclagem dos materiais mais perigosos, como o urânio enriquecido. As Nações Unidas, por sua vez, querem que seja proibida a produção de material físsil destinado a armamentos nucleares.

O Irã afirmou que não se sentirá de modo algum vinculado aos compromissos conhecidos de antemão da cúpula sobre segurança nuclear.

O site Último Segundo traz infográficos com a localização e o número de ogivas nucleares espalhadas pelo mundo, além de mísseis, submarinos, bombardeios etc.

Uma Apostila Educativa de Energia Nuclear, de Eliezer de Moura Cardoso e colaboradores, pode ser aberta ou baixada (formato pdf) do site da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e ensinar muita coisa sobre o assunto.

2 Comentário(s):

Flávio Flora \=\ /=/ 22 de maio de 2010 14:38  

Parece que a redução da importância moral dos Estados Unidos na vida das nações livres, o posicionamento próprio dos países emergentes, a crise econômica dos países centrais e os países “párias” com seu espírito revolucionário em andamento motivaram vários chefes de Estado a mostrarem suas potencialidades bélicas. França (c/ 300 ogivas), Israel (200), China (176), Índia (75), Paquistão (15) e Coréia do Norte (2), entre outros, já o fizeram em várias ocasiões.

Agora foi a vez do governo estadunidense (leia-se Pentágono), pela primeira vez na história, revelar o tamanho do seu arsenal nuclear: 5.113 ogivas, operacionalmente mobilizadas, mantidas na reserva ativa ou armazenadas de forma inativa. O arsenal nuclear do país chegou a 31.225 ogivas no ano fiscal de 1967, e desde então foi reduzido em 84%, apesar de ter acrescido mais de 1.100 novas ogivas enquanto discute com o mundo a não-proliferação nuclear.

Analistas dizem que os Estados Unidos, ao divulgarem esses dados durante a revisão de conferência do Tratado de Não-Proliferação (TNP), estão tentando enfatizar a redução do seu arsenal, de modo a convencer outros países a reforçar o regime de não proliferação nuclear. Mas outros afirmam que a manifestação do Pentágono foi uma manifestação de força e uma oportunidade para dizer ao mundo que, apesar da redução do seu arsenal nuclear, ele ainda é o segundo maior do mundo, ao lado do arsenal russo (5.192 ogivas), o maior.

Scherer Alexander 3 de julho de 2012 04:49  

A Rússia detém de longe o maior arsenal atômico e até biológico do mundo. Segundo fontes, possuem cerca de 22.000 e na época da ex-URSS chegaram a ter perto de 40.000. Tem em seu poder a terrível Tsar(inigualável em poder nuclear de destruição), a mais potente bomba à vácuo, o melhor sistema de satélite do mundo (o Glossnass) e o mais profissional exército do planeta.

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