Exclusão e miséria


A situação de exclusão social e miséria que vive a população árabe fica evidenciada nos recentes acontecimentos de amplas mobilizações sociais, com o povo nas ruas exigindo o fim de governos ditatoriais, corruptos e aliados das potências imperialistas ocidentais. Os habitantes do Norte da África (Magreb) e Oriente Médio têm em comum as péssimas condições de vida e a atuação predatória das grandes multinacionais petrolíferas ocidentais.
[Caroline Santos, Sintese.org.br, 17-02-2011]
Memórias de uma época - I

20110111

Internet, a fonte de informação

Entre jovens adultos, a Internet é a principal fonte de informação, deixando para trás a TV, os jornais e revistas e o rádio

Não é novidade para os observadores que, cada dia que passa, jovens adultos, na faixa dos 18 aos 29 anos, têm a Internet como principal fonte de informação. De fato, esse interesse ficou demonstrado em pesquisa da Pew Internet Research. O estudo revelou que 65% destes entrevistados declararam que se informam através da internet (índice que subiu de 34% , em 2007) e que houve queda na preferência pelos noticiários televisivos: de 68%, em 2007, para 52%, em 2010.

Entre os adultos, na faixa etária entre 30 e 59 anos, 41% já preferiam a internet para se informar, índice que cresceu de 17% , em 2007. Os jornais e revistas (em meio físico) têm a preferências de 38%. Entre estes adultos, 66% ainda contam com a televisão para se informar, índice abaixo dos 74% de 2007, o que indica uma tendência de que a Internet também ocupe lugar de destaque como fonte de notícias, entre outros grupos etários.

A quantidade de pessoas com 60 anos ou mais que recebem as notícias pela Internet aumentou de 5% (em 2007) para 14%, apesar da televisão continuar sendo a principal fonte de informação para 79% dos entrevistados.

Resultados gerais dos 1.500 entrevistados da Pew Internet Research. Gráfico comparativo das preferências médias (2001 a 2010) para televisão, jornais, internet e rádio como fontes de informação, em todas as faixas etárias

Estes números refletem o aumento do fluxo de notícias personalizadas online. Para se ter uma idéia, bastam os exemplos do Facebook e do Twitter, lançados em 2006, que só alcançaram sucesso estrondoso depois de 2008. Os dois serviços registraram crescimentos de 5 mil tweets/dia, em 2007, para 90 milhões de tweets/dia, em 2010, enquanto o número de usuários do Facebook, em torno de 30 milhões, em 2007, hoje tem mais de 500 milhões.

Além disso, observa-se também que o costume de assistir televisão está sendo alterado, desde há alguns anos. Serviços de mídia (streaming), sistema de de tv por Internet, conexões com sites de vídeos, entre outros, ampliaram as opções e os horizontes da visualização. Apenas o rádio mantém-se estável neste mundo internetizado, ficando sua audiência entre 21% (em 2004) e 16%, em 2010 (ligeito declínio), à medias que avançam a telefonia móvel e os gadgets de cone3xão e comunicação.

20 anos de WWW

No último Natal, comemorou-se o vigésimo aniversário de nascimento do primeiro navegador da Internet, que começou a ser gestado em 1989, por Tim Bernes-Lee, e foi apresentado ao mundo em 25/12/1990. O aplicativo, chamado de WorldWideWeb (tudo junto), foi renomeado para Nexus, para evitar confusão entre a rede de servidores, as páginas e o software usado para navegar.

O primeiro navegador funcionava em mão dupla, permitindo aos usuários ler e editar as páginas pelo sistema WYSIWYG (o-que-você-vê-é-o-que-você-obtém), sem precisar de mexer no código HTML – um recurso avançado só liberado recentemente com a Web 2.0.

Segundo conta Ayons Hazzud,
[...] esta interatividade toda não durou muito, pois ao ser levado do NeXTStep para sistemas operacionais mais populares, como Windows e Mac, os navegadores web perderam a capacidade de edição das páginas e se tornaram ferramentas mais passivas. Isto se deve, segundo o próprio Bernes-Lee, à facilidades presentes na programação do NeXTStep (e do Unix, família da qual o NeXTStep faz parte) mas não em outros sistemas. Uma outra consequência desta disparidade foi o tempo de 2 meses para o desenvolvimento do WorldWideWeb, enquanto navegadores similares demoraram um ano para serem programados em outras plataformas (Ayons Hazzud, em 26/12/2010).
Para conhecer mais a história do navegador WWW, é só ler relatos do próprio inventor, Tim BL, em A Brief History of the Web e em The WorldWideWeb browser

A propósito, WWW não é o mesmo que Internet
A Internet é um conglomerado de redes em escala mundial de milhões de computadores interligados pelo TCP/IP que permite o acesso a informações e todo tipo de transferência de dados. Ela carrega uma ampla variedade de recursos e serviços, incluindo os documentos interligados por meio de hiperligações da World Wide Web (WWW), e a infraestrutura para suportar correio eletrônico e serviços como comunicação instantânea e compartilhamento de arquivos (Wikipedia,s/d)
A primeira rede de grande extensão baseada em TCP/IP entrou em operação em 1 de janeiro de 1983, abrindo-se para interesses comerciais, em 1988, e para o mundo em 1990. Os meios de acesso direto à Internet são a conexão dial-up, a banda larga (em cabos coaxiais, fibras ópticas ou cabos metálicos), Wi-Fi, satélites e telefones celulares com tecnologia 3G. As línguas mais usadas na World Wide Web são o inglês (28,6%), o chinês (20,3%), espanhol (8,2%), japonês (5,9%), francês (4,6%), português (4,6%), alemão (4,1%), árabe (2,6%), russo (2,4%) e coreano (2,3%) (dados de 2008). Saiba mais sobre a história da Internet.

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20100816

Desertificação afeta dois bilhões de pessoas

Mudanças climáticas, exploração agrícola desenfreada e má gestão dos recursos hídricos são as principais causas


Lançada hoje em Fortaleza a a Década das Nações Unidas para os Desertos e a Luta Contra a Desertificação, da Organização das Nações Unidas (ONU). Tem por objetivo atrair a atenção e a sensibilidade das autoridades e da população em defesa de medidas de proteção e gestão adequada das regiões atingidas pela seca. A degradação da terra ameaça a subsistência de mais de 2 bilhões de pessoas em cerca de 100 países, segundo o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon
Prestando uma assistência sistemática às comunidades locais, podemos preservar ou recuperar milhões de hectares de terras, reduzir a vulnerabilidade às alterações climáticas e atenuar a fome e a pobreza de um terço da humanidade (Ban Ki-moon, 2010)
Deserto e oasis, na Libia.

Os principais problemas são causados pela degradação contínua do solo devido às mudanças climáticas, à exploração agrícola desenfreada e à má gestão dos recursos hídricos. De acordo com especialistas, este conjunto de dificuldades ameaça a segurança alimentar das comunidades afetadas e pode levar à fome e à miséria, além de gerar a degradação de solo produtivo.

Dados do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) sugerem que um terço da população mundial vive em regiões atingidas pelos desertos, o que na prática provoca ameaças econômicas e ambientais. A desertificação abrange mais de 3,5 milhões de hectares, que representam 25% do mundo.

O especialista para América Latina e Caribe na convenção da ONU, Helio Matallo, afirmou que quase todos os países da região sofrem em decorrência da desertificação.
Na América Latina, 80 milhões de pessoas vivem em regiões áridas e semi-áridas. Esta população sofre com os problemas da degradação dos recursos naturais nestas áreas (Matallo, 2010)
No Brasil, desde agosto do ano passado, já existe o Plano Nacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (Pan-Brasil) nos termos da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Agenda 21). Foi elaborado conjuntamente com os nove Estados do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo. Mas faltou o Rio Grande do Sul.


No Estado de Alagoas, as áreas susceptíveis à desertificação correspondem à 52,4% de toda a extensão territorial do Estado, ocupando uma área de 14.745 Km² e se mostram de forma mais grave ou intensa na região do alto sertão. No sudoeste do Rio Grande do Sul, algumas áreas desertificadas também preocupam.

Acompanhe este assunto pelo site da Segunda Conferência Internacional sobre Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento Sustentável em Regiões Semiáridas , que acontece em Fortaleza

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20100716

Altas temperaturas no Ártico

Calor excessivo nas regiões do Ártico derrete geleira na Groenlândia e provoca altas temperaturas na Rússia

O hemisfério norte está vivendo um calor nunca antes registrado. Na Rússia, mais de 10 milhões de hectares de cultivos perdidos levaram as autoridades a declarar estado de emergência em 17 regiões do país.

Vista do Ártico: Rússia e Sibéria (na parte inferior); Groenlândia e Canadá (parte superior)

Nesta sexta-feira, o escritório regional do clima em Moscou disse esperar que a onda de calor, que já custou ao setor agrícola US$ 1 milhão, continue na semana que vem. Os termômetros de Moscou podem chegar a 37ºC, o que romperia o recorde de 1936, 36,6º C.

As altas temperaturas e a seca aumentaram o número de incêndios. Uma coluna de fumaça e chamas rodeavam Moscou por conta dos incêndios florestais que ainda não foram controlados. De acordo com o governo, trata-se da pior seca no país em 130 anos.

Satélites e equipamentos de informação de última geração confirmam que a camada de gelo da Groenlândia está desaparecendo de forma cada vez mais rápida, segundo um estudo publicado nesta quinta-feira, 12, na revista Science. Segundo Jonathan Bamber, cientista da Universidade de Bristol (Reino Unido), a perda de gelo foi constatada por ambos os processos.

O estudo aponta que o fenômeno se manifesta por uma maior produção de icebergs, assim como por um aumento de água de gelo derretido sobre a superfície das camadas. Os últimos verões mais quentes no hemisfério norte aceleraram ainda mais a perda da massa, para 273 gigatons por ano no período entre 2006 e 2008, o que representa uma alta de 0,75 milímetros no nível global do mar por ano. Se a camada de gelo na Groenlândia se derretesse completamente, o nível do mar subiria sete metros.
A partir destes resultados fica claro que a perda de massa da Groenlândia se acelerou nos últimos anos e isto sugere que a tendência se manterá no futuro (Jonathan Bamber).
Segundo o estudo, desde 2000, a camada de gelo perdeu um total de 1.500 gigatons, o que representa um aumento nos níveis do mar de cerca de meio milímetro por ano. O estudo acrescenta que, por outra parte, e desde o começo do derretimento da camada de gelo, a neve que cai sobre a região aumentou a um ritmo similar o que ocultou o processo durante mais de uma década. Além disso, grande parte da água voltou a congelar-se sobre a camada de gelo. Sem esse efeito moderador, a perda da massa congeladas na Groenlândia teria sido o dobro da atual, diz o estudo.

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20100531

Frota Gaza Livre cumpre seu objetivo moral

Ataque militar de Israel contra a Frota da Liberdade sofre fortes reações dos países árabes e críticas severas de vários países

O Exército de Israel atacou, na madrugada desta segunda-feira (5h local - 23h de Brasília, domingo), um comboio de seis barcos organizado pela ONG Free Gaza, liderado por uma embarcação turca, que transportava mais de 750 pessoas e 10 mil toneladas de ajuda humanitária para a faixa de Gaza, deixando ao menos dez mortos e cerca de 30 feridos. O "Canal 10" da televisão israelense assegurou que pelo menos 19 pessoas morreram e 36 ficaram feridas no ataque.

As imagens filmadas por um barco turco, e disponibilizadas na internet, mostram oficiais israelenses vestidos com roupas negras descendo de helicópteros e enfrentando os ativistas. Também são vistos vários feridos deitados no convés. "Na escuridão da noite, os militares israelenses desceram de um helicóptero para o barco turco de passageiros 'Mavi Marmara' e começaram a atirar quando pisaram no convés", afirma o site do Movimento Gaza Livre. As imagens tremidas mostram cenas de caos, com sombras de navios com mísseis israelenses ao fundo.

Os episódios de violência ocorreram a bordo do barco turco Mavi Marmara, que fazia parte da frota de seis navios destinados a romper o bloqueio à Faixa de Gaza, em uma ação do movimento Free Gaza.

O número dois do Ministério de Exteriores israelense, Daniel Ayalon, culpou os tripulantes da expedição pelo ataque militar israelense à "Frota da Liberdade".

Israel defendeu sua ação, argumentando que ativistas armados atacaram soldados israelenses enquanto eles eram levados de helicóptero para o convés de um navio. Afirmou que a arma de um de seus soldados foi tomada e usada para atacar os próprios militares do país. Ainda segundo o Exército israelense, ficaram feridos pelo menos 12 ativistas e 10 militares israelenses.

Em comunicado, o Exército israelense assegura que dois "ativistas violentos sacaram os revólveres" de suas tropas "e aparentemente abriram fogo contra os soldados, como provam os cartuchos vazios dos revólveres". O comunicado também assegura que "os organizadores" – entre eles a ONG turca IHH – têm "estreitos laços" com "organizações terroristas internacionais".

Na entrevista coletiva, o ministro Ayalon destacou que seu país "fez todo o possível para deter" a frota, mas seus integrantes "responderam inclusive com armas". "Nenhum país soberano toleraria essa violência". O ministro pediu que "todos os países trabalhem juntos para acalmar a situação" e que não sejam "pessimistas demais" sobre as consequências que possa ter a operação nas relações diplomáticas de Israel com outros Estados.

Antes da partida dos barcos, os organizadores da flotilha haviam informado que vários parlamentares europeus integrariam a frota humanitária, mas não está claro se algum desses políticos está entre as vítimas. O certo é que lá estavam membros de organizações da sociedade civil de 32 nacionalidades, incluindo uma cineasta brasileira.

O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, decretou três dias de luto nos territórios palestinos, mas não manifestou intenção de interromper o diálogo indireto de paz que mantém com Israel. “O que Israel cometeu contra os ativistas da 'Frota da Liberdade' é um massacre".

Um dos principais assessores de Abbas, o chefe negociador palestino Saeb Erekat, qualificou o ocorrido de "crime de guerra" que "confirma que Israel age como um Estado acima da lei". Ele pediu uma resposta "rápida e apropriada" da comunidade internacional.
"Eram embarcações civis, que levavam civis e bens civis - remédios, cadeiras de rodas, comida, materiais de construção - para os 1,5 milhão de palestinos fechados por Israel. Muitos pagaram com suas vidas. O que Israel faz em Gaza é horrível, nenhum ser humano esclarecido e decente pode dizer algo diferente".
O porta-voz da Palestina, Nabil Abu Rudeina, qualificou a ação de
"[...] crime contra a humanidade, já que foram atacados ativistas que não estavam armados e tentando romper o bloqueio sobre Gaza, fornecendo ajuda. (...) A agressão israelense terá perigosas consequências na região e no mundo".
O primeiro-ministro palestino, Salam Fayyad, diante das câmaras, assegurou que nada pode justificar o “crime” cometido hoje por Israel.
“Esse crime reflete mais uma vez a falta de respeito de Israel pelas vidas de civis inocentes e pelo direito internacional”.
O chefe de Governo em Gaza do movimento islâmico Hamas, Ismail Haniyeh, qualificou o ataque como "brutal" e convocou um Dia da Ira, ou seja, que os palestinos tomem as ruas em protesto pelas mortes.

Todos concordam que Israel passou das medidas

A Alta Comissária para os Direitos Humanos das Nações Unidas, Navi Pillay, comovida com as informações do ataque, destacou sua "profunda preocupação" com as ordens militares recentemente impostas em Israel em relação a Gaza.
"Na Faixa de Gaza, o bloqueio continua menosprezando diariamente os direitos humanos de seus cidadãos. Houve muitos poucos avanços na quantidade de produtos que se permite entrar na região. A situação atual está longe de permitir que os cidadãos de Gaza levem uma vida normal e digna".
O vice-primeiro-ministro turco, Bülent Arinç, disse que a Turquia suspendeu seus exercícios militares conjuntos com Israel, país com o qual havia criado uma forte relação econômica e militar.
"Com seu comportamento, Israel prejudicou seriamente a consciência pública internacional. (...) Espero que o bloqueio desumano (a Gaza) seja suspenso (...) Este incidente ressalta mais uma vez a temeridade de Israel. É uma mancha negra na história da humanidade".
O ministro das Relações Exteriores da França, Bernard Kouchner, disse estar "profundamente chocado pelas consequências trágicas da operação militar de Israel", realizada contra "uma iniciativa humanitária". Em comunicado, Kouchner afirmou que "nada poderia justificar o uso de tal violência, que nós condenamos". O presidente francês, Nicolas Sarkozy, condenou o uso da força "desproporcional" por Israel.

O ministro das Relações Exteriores britânico, William Hague, condenou a perda de vidas e afirmou que esse incidente mostrou que há "uma clara necessidade de que Israel aja com comedimento".

Israel reforçou a segurança no país, nesta segunda-feira, temendo protestos de palestinos e mais distúrbios. Em Istambul, pelo menos 10 mil pessoas protestavam contra a ação israelense. Os manifestantes na maior cidade turca gritavam pedindo "vingança" contra Israel.

A Organização da Conferência Islâmica, que representa países islâmicos, condenou a ação israelense. A Arábia Saudita qualificou o incidente como "uma violação muito séria da lei internacional".

O Egito convocou o embaixador israelense para pedir explicações. A Jordânia e a Espanha também condenaram a ação dos militares israelenses. A Turquia anunciou que estava retirando seu embaixador de Tel-Aviv. O escritório do primeiro-ministro israelense advertiu os cidadãos locais para que não viajem à Turquia, temendo retaliações, sugerida pela Turquia.

O ministro de Informação da Jordânia, Nabil Sharif, disse que o ataque "violou todos os princípios humanitários e as leis internacionais, porque nada justifica o uso da força contra a expedição humanitária.

A Síria apoiou o pedido da reunião da Liga Árabe, sugerido pela Turquia, enquanto o governo do Líbano emitia comunicado condenando "o selvagem ataque israelense contra civis".

O ministro de Defesa do Irã (segundo a agência ILNA) fez um apelo aos países do mundo para que cortem todas as relações com Israel.
"O mínimo que a comunidade internacional deveria fazer com relação ao horrível crime cometido pelo regime sionista é boicotá-lo totalmente e cortar todas as relações diplomáticas, econômicas e políticas com o regime sionista".
Já o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, considerou o ataque como um "ato desumano do regime sionista".
"Este ato contra o povo palestino e o feito de impedir que a ajuda humanitária chegasse a Gaza não é um sinal de força, e sim de debilidade desse regime. Tudo isso mostra que o fim deste regime sinistro está mais próximo que nunca".
Os EUA emitiram nenhuma palavra repreendendo Israel, país do qual são parceiros, mas mostraram-se solidários às vítimas.
"Os EUA realmente sentem pela perda de vidas e pelos ferimentos causados, e está atualmente trabalhando para entender as circunstâncias que rodeiam essa tragédia." (porta-voz da Casa Branca Willian Burton).
A Alemanha considera o ataque israelense como sendo "a primeira vista", de caráter "desproporcional", afirmou Ulrich Wilhelm, porta-voz do governo alemão, que raramente dirige críticas à Israel.
"Os governos alemães sempre reconheceram o direito de Israel a defender-se, mas esse direito deve dar-se em marco de uma resposta proporcional" (Wilhelm).
Clima tenso acompanhava a frotilha 

A cineasta brasileira Iara Lee (de origem coreana, radicada nos Estados Unidos) estava a bordo de um dos barcos atacados. O último contato feito por Iara ocorreu ontem à noite, quando, segundo amigas, ela postou mensagem no site Facebook, anunciando que o barco em que ela estava fora cercado pela Marinha de Israel. A brasileira embarcou na última quinta-feira a partir da Turquia e vinha dando notícias graças a uma conexão internet disponível no barco em que ela estava. Em carta escrita antes do embarque, Iara justificou a participação na missão Free Gaza, dizendo que pretendia chamar atenção para o que ela considera "grave abuso de direitos humanos" cometidos por Israel na faixa de Gaza.
"Normalmente eu consideraria uma missão de boa vontade como esta completamente inócua. Mas agora estamos diante de uma crise que afeta os cidadãos palestinos criada pela política internacional. É resultado da atitude de Israel de cercar Gaza em pleno desafio à lei internacional. Embora o presidente Lula tenha tomado algumas medidas para promover a paz no Oriente Médio, mais ação civil é necessária para sensibilizar as pessoas sobre o grave abuso de direitos humanos em Gaza (...) Eu me envolvo porque creio que ações resolutamente não violentas, que chamam atenção ao bloqueio, são indispensáveis para esclarecer o público sobre o que está de fato ocorrendo. Simplesmente não há justificativa para impedir que cargas de ajuda humanitária alcancem um povo em crise" (Iara Lee)

[Com informações da AFP]

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20100501

O urbanismo universal de Xangai

A exposição magnífica e inesquecível de Xangai (China) é um grande evento para explorar todo o potencial da vida urbana no século 21

Com o tema Better City, Better Life (Cidade Melhor, Vida Melhor), a Expo Xangai 2010 começou hoje e estará aberta até 31 de outubro de 2010, expondo assuntos relacionados ao desenvolvimento urbano com qualidade de vida. Cerca de 173 países e 33 organizações internacionais estão presentes na feira. Os organizadores esperam entre 70 a 100 milhões de visitantes, nos próximos seis meses.

Desde 1851 que o mundo se reúne periodicamente em grandes exposições universais. Londres foi a primeira a se exibir para o mundo quando montou seu famoso Cristal Palace, um grandioso espaço de aço e vidro que abrigou os stands de vários países. A partir de então me lembro da Tour Eiffel (1889), do pavilhão alemão de Mies Van der Rohe (1929), do pavilhão português de Álvaro Siza (1998), entre tantos outros projetos memoráveis.

A Expo 2010 representa o desejo comum da humanidade de uma vida melhor nos futuros ambientes urbanos. Este tema constitui uma preocupação central da comunidade internacional para as futuras decisões políticas, estratégias e desenvolvimento urbano sustentável. Em 1800, 2% da população mundial vivia em cidades. Em 1950, o número aumentou para 29%; em 2000, quase metade da população do mundo mudou-se para as cidades, e até 2010, como estimado pela Organização das Nações Unidas, a população urbana representa 55% do total da população humana.


O pavilhão chinês (acima), uma pirâmide invertida vermelha que domina a exposição, com sua altura e tamanho equivalentes a 35 campos de futebol, é um dos pavilhões mais visitados, juntamente com os de Canadá, Estados Unidos, França e Suíça, os mais audazes em arquitetura (a seguir).

Canadá : Cidade viva - inclusiva, sustentável, criativa

 Estados Unidos: Desafios urbanos

França: Cidades sensuais

Suiça: Interação urbana e rural

A busca por uma vida melhor sempre foi marcante na história urbana da humanidade. Através de diferentes sub-temas, Expo 2010 estimula a elaboração e execução de projetos urbanos do futuro com harmoniosos estilos de vida para as cidades, aléjm de proporcionar uma extraordinária plataforma educacional e de entretenimento para os visitantes de todas as nações. Ali estão a diversidade cultural, a prosperidade econômica da cidade, as inovações da ciência e tecnologia, as propostas de remodelação das comunidades urbanas e a melhor integração das áreas rural e urbana.

Os participantes estão mostrando a civilização urbana em toda sua extensão, o intercâmbio de suas experiências de desenvolvimento urbano, as noções avançadas em cidades e as novas abordagens para o habitat humano, estilo de vida e condições de trabalho.

Á primeira vista, percebe-se que estimular a criação de uma sociedade de amigos da natureza e a sustentabilidade do desenvolvimento sócio-econômico são as principais diretrizes dos organizadores do evento. A Expo Shangai está dividida em cinco zonas temáticas: urbanidade, cidades humanas, planeta urbano, vestígios urbanos e cidades do futuro.

Brasil: Cidades pulsantes: a vida nas cidades brasileiras

A participação do Brasil, sob o tema Cidades pulsantes: a vida nas cidades brasileiras, está sendo criticada nos meios acadêmicos e profissionais da arquitertura, engenharia e sociologia brasileiros por não representar autenticamente o desejo dessas categorias em relação ao urbanismo. Se assim fosse, veríamos grandes nomes nacionais, como ocorreu com outros países. Tudo foi escolhido por um grupo restrito, com pouca criatividade: pavilhão (apesar do conceito) medíocre, tema pouco significativo.

Outros pavilhões em destaque:

Austria: Sinta a harmonia

Luxemburgo: Pequeno é bonito

 Israel: Inovação por uma vida melhor

O desenvolvimento humano global é um pré-requisito para o desenvolvimento sustentável das cidades

Saiba mais sobre a Expo Xangai, explorando seu website.

Faça um tour pela Expo 2010. Veja os pavilhões..

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